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Além da eficácia: os benefícios adicionais de cladribina oral

03 abr. 2024
Para Filipe Correia, não há dúvidas que cladribina é usada “de forma inovadora em relação a outros fármacos” para tratamento da esclerose múltipla. O neurologista da Unidade Local de Saúde de Matosinhos concedeu uma entrevista à News Farma, na qual falou sobre os “Benefícios adicionais” desta terapêutica, tema que apresentou durante o segmento “Why use MAVENCLAD®?” da 3.ª edição do evento Trust 4 Life, organizado pela Merck. Saiba mais, assistindo ao vídeo.

“Não há dúvidas de que o medicamento é usado de forma inovadora em relação a outros fármacos que nós conhecíamos”, começa Filipe Correia por dizer, referindo-se à administração de cladribina que, ao contrário de outros em que se toma “um comprimido todos os dias ou dois comprimidos por dia”, é utilizada “uma tecnologia avançada”, de indução, em que se faz “por um período curto de tempo, nesse caso específico, uma semana e depois, passado um mês, faz-se novamente outra semana de tratamento”. “A carga para um doente em termos daquilo que é tomar comprimidos é muito curto. E, portanto, é muito vantajoso aquilo que é a comodidade e a fácil adesão”, enaltece.

Por outro lado, tal como lembrado por Filipe Correia, “para um médico que, muitas vezes, tem que vigiar vários aspetos de monitorização laboratorial, também é muito simples porque requer dois momentos em 12 meses de vigilância”, bem como “umas análises muito simples que são o hemograma e a bioquímica”.

O neurologista alude ainda “a vantagem no planeamento familiar” já que, apesar de a cladribina não poder ser usada durante a gravidez, “no fundo, o doente vai estar dois anos em tratamento e dois anos sem tratamento”. E é exatamente no momento em que não sob tratamento (dois anos) que uma mulher com esclerose múltipla “pode efetivamente iniciar os seus planos de gravidez, engravidar”, ter a criança e pode “até amamentar”.

Relativamente a outro benefício adicional – qualidade de vida – que abordou durante a sua palestra, Filipe Correia diz que esta é difícil “de colocar em números objetivos”, por mais que sejam feitos “inquéritos através dos ensaios”. Segundo o especialista, durante as consultas, os doentes reportam e vão passando dados “qualitativos e não quantitativos”. “Aquilo que eu valorizo mais é o retomar de algumas atividades que deixavam de fazer por causa da doença”, salienta, apontando outros aspetos que considera igualmente relevantes.

Antes de concluir, o neurologista fala sobre o perfil de segurança e em concreto, do impacto positivo da “reduzida probabilidade de ter linfopenias sustentadas”.

Link do artigo original: https://www.myneurologia.pt/entrevistas/item/1192-al%C3%A9m-da-efic%C3%A1cia-os-benef%C3%ADcios-adicionais-de-cladribina-oral.html

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